Previna-se da Gripe A
Como prevenir-se da Gripe A.pdf (473,1 kB)
Tudo o que deve fazer para diminuir o risco de contágio ou quando suspeita estar doente
Crianças
Se suspeitarem que as crianças estão doentes (e as crianças até aos cinco anos têm sido mais afectadas), os pais devem telefonar para a Linha Saúde 24 (808242424) antes de irem ao médico. A gravidade do estado da criança será avaliada e decidido se deve ficar em vigilância em casa ou ir directamente ao médico, diz a subdirectora-geral da Saúde, Graça Freitas. Os melhores sítios para levar as crianças são os espaços ao ar livre, pois locais fechados, como centros comerciais, têm menos circulação de ar.
Férias
A movimentação das pessoas aumenta o risco de disseminação do vírus, mas ainda não se aconselha a deixar de viajar. Indo para áreas onde foram detectados casos recomenda-se a lavagem frequente das mãos e evitar multidões. Durante os sete dias após o regresso deve-se estar atento a sintomas de gripe e usar a Linha Saúde 24 em caso de dúvida.
Higiene
A higiene é muito importante para evitar o contágio e lavar frequentemente as mãos é a melhor medida de prevenção. Devem ainda manter-se limpas as superfícies que estão mais vezes em contacto com as mãos (como telefones, mesas de refeições, bancas de cozinha, puxadores de porta, torneiras), usando um desinfectante (água com lixívia).
Infecção
Apanhar o vírus A (H1N1) nesta fase pode não ser mau, do ponto de vista individual, pois os serviços têm mais capacidade de resposta já que os casos são ainda escassos. Mas apanhar já a doença em grupo é um comportamento irracional e a evitar, que poderia antecipar a epidemia, defende Mário Carreira, coordenador da Direcção-Geral da Saúde. E é importante retardar este processo, até que a vacina seja produzida e esteja pronta para ser distribuída.
Idosos
Até à data, os jovens adultos têm sido os mais afectados. Os idosos, o grupo mais atingido pela gripe sazonal e aquele em que se verifica o grosso da mortalidade nas épocas gripais normais, têm sido pouco afectados. Os investigadores dizem que o sistema imunitário das pessoas com mais de 60 anos parece ter "memória" de parte do vírus, o que lhes terá permitido desenvolver anticorpos. Mas este fenómeno pode também ter a ver com saírem menos de casa e viajarem menos.
Reinfecção
Não é possível ser reinfectado com a nova estirpe do vírus A (H1N1), diz Graça Freitas. Quando se é infectada com a nova gripe e nos curamos, ficamos naturalmente imunizados. Pode é ser-se infectado por outras estirpes do vírus.
Máscaras
Não está provado que o uso de máscaras ofereça protecção eficaz ou reduza o risco de contágio. O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças nem sequer recomenda o seu uso, a não ser aos prestadores de cuidados de saúde. Mas o uso de máscaras por pessoas com sintomas de gripe ajuda a reter as secreções respiratórias quando tossem ou espirram, o que reduz o risco de espalharem o vírus.
Mortes
Na origem da mortalidade por gripe A têm estado pneumonias e problemas associados a patologias de que as pessoas já sofriam. Estima-se que a taxa de mortalidade por gripe A ande entre os 0,15 e os 0,4 por cento, mas, em alguns países, começa a haver mortalidade superior à que acontece todos os anos com a gripe normal (cerca de 0,1 por cento), diz o pneumologista Filipe Froes.
Sintomas
Não é possível distinguir com exactidão os sintomas da gripe normal dos da gripe A, embora a gripe pandémica tenda a ter mais problemas de tipo gastrintestinal, como diarreias e vómitos (25 por cento dos casos). Mas também há estirpes da gripe sazonal que podem dar esses sintomas, pelo que é, do ponto de vista clínico, muito difícil distingui-la da gripe A, sobretudo quando chegar o frio. Esta é uma das razões porque é importante vacinar os grupos de risco contra a gripe sazonal. Para saber se alguém ficou infectado é preciso conjugar os sintomas de uma gripe comum a ter viajado para um país afectado ou ter tido contacto com alguém infectado.
Vírus
O período de incubação da Gripe A (H1N1) pode variar entre um e sete dias e os doentes podem contagiar outras pessoas por um período até sete dias. É prudente, contudo, considerar que um doente mantém a capacidade de infectar outras pessoas durante todo o tempo em que manifestem sintomas. O vírus transmite-se de pessoa a pessoa através de gotículas libertadas quando se fala, tosse ou espirra.
Vacinas
Não há evidência científica de que a vacina da gripe sazonal ofereça protecção contra a nova gripe. Os grupos de risco devem assim ser duplamente vacinados, com a vacina normal, que começa a ser distribuída em Setembro, e a vacina pandémica, quando esta estiver disponível. Para a vacina da gripe sazonal os grupos de risco em Portugal são os idosos, doentes crónicos, crianças com determinadas patologias, grávidas nos dois últimos trimestres de gravidez e profissionais de saúde. Para a vacina pandémica a OMS está a estudar se faz sentido incluir também os idosos e os jovens adultos. Também o grupo das grávidas está a merecer uma atenção acrescida, após a morte de duas mulheres nesta situação.
Alexandra Campos e Catarina Gomes
14 de Julho de 2009 - 01h40
Férias
A movimentação das pessoas aumenta o risco de disseminação do vírus, mas ainda não se aconselha a deixar de viajar. Indo para áreas onde foram detectados casos recomenda-se a lavagem frequente das mãos e evitar multidões. Durante os sete dias após o regresso deve-se estar atento a sintomas de gripe e usar a Linha Saúde 24 em caso de dúvida.
Higiene
A higiene é muito importante para evitar o contágio e lavar frequentemente as mãos é a melhor medida de prevenção. Devem ainda manter-se limpas as superfícies que estão mais vezes em contacto com as mãos (como telefones, mesas de refeições, bancas de cozinha, puxadores de porta, torneiras), usando um desinfectante (água com lixívia).
Infecção
Apanhar o vírus A (H1N1) nesta fase pode não ser mau, do ponto de vista individual, pois os serviços têm mais capacidade de resposta já que os casos são ainda escassos. Mas apanhar já a doença em grupo é um comportamento irracional e a evitar, que poderia antecipar a epidemia, defende Mário Carreira, coordenador da Direcção-Geral da Saúde. E é importante retardar este processo, até que a vacina seja produzida e esteja pronta para ser distribuída.
Idosos
Até à data, os jovens adultos têm sido os mais afectados. Os idosos, o grupo mais atingido pela gripe sazonal e aquele em que se verifica o grosso da mortalidade nas épocas gripais normais, têm sido pouco afectados. Os investigadores dizem que o sistema imunitário das pessoas com mais de 60 anos parece ter "memória" de parte do vírus, o que lhes terá permitido desenvolver anticorpos. Mas este fenómeno pode também ter a ver com saírem menos de casa e viajarem menos.
Reinfecção
Não é possível ser reinfectado com a nova estirpe do vírus A (H1N1), diz Graça Freitas. Quando se é infectada com a nova gripe e nos curamos, ficamos naturalmente imunizados. Pode é ser-se infectado por outras estirpes do vírus.
Máscaras
Não está provado que o uso de máscaras ofereça protecção eficaz ou reduza o risco de contágio. O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças nem sequer recomenda o seu uso, a não ser aos prestadores de cuidados de saúde. Mas o uso de máscaras por pessoas com sintomas de gripe ajuda a reter as secreções respiratórias quando tossem ou espirram, o que reduz o risco de espalharem o vírus.
Mortes
Na origem da mortalidade por gripe A têm estado pneumonias e problemas associados a patologias de que as pessoas já sofriam. Estima-se que a taxa de mortalidade por gripe A ande entre os 0,15 e os 0,4 por cento, mas, em alguns países, começa a haver mortalidade superior à que acontece todos os anos com a gripe normal (cerca de 0,1 por cento), diz o pneumologista Filipe Froes.
Sintomas
Não é possível distinguir com exactidão os sintomas da gripe normal dos da gripe A, embora a gripe pandémica tenda a ter mais problemas de tipo gastrintestinal, como diarreias e vómitos (25 por cento dos casos). Mas também há estirpes da gripe sazonal que podem dar esses sintomas, pelo que é, do ponto de vista clínico, muito difícil distingui-la da gripe A, sobretudo quando chegar o frio. Esta é uma das razões porque é importante vacinar os grupos de risco contra a gripe sazonal. Para saber se alguém ficou infectado é preciso conjugar os sintomas de uma gripe comum a ter viajado para um país afectado ou ter tido contacto com alguém infectado.
Vírus
O período de incubação da Gripe A (H1N1) pode variar entre um e sete dias e os doentes podem contagiar outras pessoas por um período até sete dias. É prudente, contudo, considerar que um doente mantém a capacidade de infectar outras pessoas durante todo o tempo em que manifestem sintomas. O vírus transmite-se de pessoa a pessoa através de gotículas libertadas quando se fala, tosse ou espirra.
Vacinas
Não há evidência científica de que a vacina da gripe sazonal ofereça protecção contra a nova gripe. Os grupos de risco devem assim ser duplamente vacinados, com a vacina normal, que começa a ser distribuída em Setembro, e a vacina pandémica, quando esta estiver disponível. Para a vacina da gripe sazonal os grupos de risco em Portugal são os idosos, doentes crónicos, crianças com determinadas patologias, grávidas nos dois últimos trimestres de gravidez e profissionais de saúde. Para a vacina pandémica a OMS está a estudar se faz sentido incluir também os idosos e os jovens adultos. Também o grupo das grávidas está a merecer uma atenção acrescida, após a morte de duas mulheres nesta situação.
Alexandra Campos e Catarina Gomes
14 de Julho de 2009 - 01h40
Secções PÚBLICO Edição Impressa
